Need for Speed ficou um tempo ausente. Talvez esse tempo serviu para que a EA pudesse repensar sobre a série e entregar algo renovado aos jogadores. 

Uma tarefa simples? Acredito que não, pois o estúdio responsável pelo jogo, a Ghost Games, tem a missão de agradar uma base gigantesca de fãs oferecendo algo novo, porém sem se esquecer da essência de um dos jogos mais amados e aclamados dos últimos anos.

Sendo assim, a ideia do estúdio é trazer tudo o que os fãs adoram como a presença de uma história, onde podemos personalizar nossas máquinas e até mesmo relembrar aquela atmosfera Underground, que na minha opinião foi um dos títulos mais empolgantes de toda a franquia.

Em NFS você chega como um novato nas ruas de Ventura Bay, uma cidade fictícia inspirada em Los Angeles. 

Felizmente, você vai encontrar Spike, Robin, Manu, Travis e Amy, uma equipe fanática em motores. Mas cada um com seu próprio caminho. 

Spike é um amante da velocidade, Robin adora andar em companhia, enquanto Amy está sempre trancada em sua garagem para melhorar o carro. 

Manu é especialista em trações, enquanto Travis sempre gosta de ir além do limite imposto pela lei.


Esses cinco personagens são interpretados por atores que dão uma personalidade específica e, acima de tudo, levará você através de uma série de desafios que lhe permitirá conhecer alguns dos verdadeiro mitos da corrida underground como Magnus Walker (Speed), Ken Block (Style), Nakai-san (Tuning), Risky Devil (Crew) e Morohoshi-san (Outlaw).

Essas histórias irão ocorrer em paralelo com outra até os estágios finais, e você terá que participar de outras vertentes narrativas, mesmo que seja apenas para desbloquear as peças e o dinheiro necessário para fazer com que seu carro seja a máquina mais poderosa de Ventura Bay. 

No mapa, você será informado sobre as missões que deve realizar a fim de avançar com cada história, com exceção de desafios proibidos (Outlaw) que exige que o corredor complete tarefas especiais, não relacionada às missões principais. Estes desafios costumam envolver a polícia em alguns bairros da cidade.


Além da sensação de condução, podendo escolher como seu carro se comporta em curvas, por exemplo, será importante mudar outros detalhes também, a fim de vencer certas categorias. 

Por exemplo, será impossível vencer um desafio de drift com Manu com a máxima aderência. 

É uma pena que essas operações não possam ser realizadas diretamente na tela do jogo, exigindo que você altere isso apenas na garagem. 

Desta forma, toda vez que você tem que mudar de carro ou encarar em um novo tipo de corrida, você tem que parar o fluxo do jogo e procurar seu mecânico.

A história, embora não seja uma das melhores, é até agradável e também mistura cenas live-action com os gráficos do jogo. 

Desta forma, você vai ver Amy girar em torno de seu carro ou trabalhando em uma garagem cheia de itens interessantes. 

Os gráficos são definitivamente um dos mais bem sucedidos de toda a série.

Isso porque o jogo ocorre em ambientes noturnos, ocultando diversos detalhes e focando o jogador apenas em seu carro e, é claro, no circuito. 

Pilotar carros aqui é realmente um prazer, graças a qualidade dos modelos das máquinas que é excelente, especialmente se você der asas a sua imaginação com o poderoso sistema de personalização, permitindo decorar seus carros de corrida da forma que desejar.


Um ponto fraco no jogo é a falta de variedade de eventos. Isso aumenta a sensação de monotonia e depois de algumas horas você percebe que já viu tudo e refez as mesmas coisas. 

A Ghost Games prometeu enriquecer a experiência com conteúdos grátis que vai chegar nas próximas semanas, mas neste momento Need for Speed ​​não oferece muito para justificar uma conexão contínua com o servidor da EA. 

Realmente não dá pra entender por que não podemos jogar sem estarmos conectados. Talvez seja a falta de um multiplayer estruturado que coloca até 8 jogadores em mapas enormes. 

Quando estamos em um evento, por exemplo, você decide se quer pedir para outros jogadores correrem com você, mas não há nenhuma maneira de organizar um evento específico ou modificar os parâmetros da corrida.


A impressão que fica é que NFS é um bom jogo, mas precisa de novos conteúdos. Após resolvermos todos os objetivos, que devem durar aproximadamente entre 10 a 12 horas, não há mais nada a fazer, a não ser desafiar outros pilotos ocasionais e completar os desafios diários impostos pelos desenvolvedores.


Need for Speed retornou de forma satisfatória, mas ainda não é o jogo de corridas que os fãs merecem. 

Muita coisa precisa ser revista, principalmente se tratando da obrigatoriedade de se manter conectado e da má estruturação do multiplayer. 

Só nos resta aguardar e torcer para que os novos conteúdos sejam melhores e possam dar mais variedade e mais prazer em dirigir pelas ruas de Ventura Bay.
Axact

Axact

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